capa | publique sua notícia | pautas | publicidade |fale conosco | canais
 

› Cultura 6/11/2009 



Show em homenagem a Carmen Miranda terá única apresentação na etapa Campo Grande

Alô...Alô? 100 Anos de Carmen Miranda é um dos destaques da programação do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante
Em comemoração ao centenário de nascimento de uma das mais reverenciadas cantoras da música brasileira, Campo Grande recebe pela primeira vez Alô...Alô? 100 Anos de Carmen Miranda. O show musical, que acontece dia 15 de novembro, compõe a programação do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante. Para o público, será a oportunidade de apreciar um pouco mais da obra dessa pequena grande notável, que colocou o Brasil no mapa da música universal com seu figurino exótico, balangandãs e alegria contagiante.

Depois de passar por Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Cuiabá, Fortaleza, Salvador, Santo, Porto Alegre e Vitória Alô...Alô? 100 Anos de Carmen Miranda chega à cidade de Campo Grande com direção artística e musical de Luís Filipe de Lima. No palco, o diretor (com seu violão de 7 cordas), Tiago Motta (sopros), Henrique Cazes (cavaquinho), Pretinho da Serrinha, Fabinho Cazes e Humberto Cazes (percussão) acompanham Roberta Sá e Pedro Luís em única apresentação.

Roberta Sá e Pedro Luís presenteiam o público de Campo Grande com clássicos do início da carreira de Carmen Miranda até sua projeção internacional, conquistada em Hollywood e na Broadway. Do ritmo carnavalesco ao junino, sucessos brasileiros darão um gostinho de nostalgia, com composições de Ary Barroso e Assis Valente. Taí, Balancê, Na Batucada da Vida, O que é que a baiana tem? e Tico-Tico no Fubá são algumas das canções que compõem o roteiro. Durante o show e entre os blocos de canções, o historiador José Antônio Nonato fará comentários acerca da vida e da obra da Pequena Notável.

Estrela de primeira grandeza
Autor de Carmen – Uma Biografia, o jornalista e escritor Ruy Castro lamenta o fato de o Brasil nunca ter tomado real conhecimento da extensão do sucesso de Carmen Miranda. Depois de ser a preferida de Getúlio Vargas e encantar o público brasileiro, a Pequena Notável decidiu fazer carreira em Nova York. Sem hesitação, decidiu recomeçar em um dos mercados mais disputados do mundo e já na noite de estreia, em uma revista musical da Broadway, se tornou grande nome em terras americanas. Em questão de semanas, rádios, nightclubs, capas de revistas, anúncios de publicidade e até vitrines de grandes lojas aclamavam a Brazilian Bombshell.
Carmen tinha o que todos – brasileiros ou gringos - desejavam em tempos de pré-guerra e de conflitos: a imagem da alegria. Pouco compreendida, devido ao seu parco inglês, era através de sua energia que conquistava os fãs americanos. No Brasil, foi popular principalmente com as classes mais carentes. A elite lhe torcia o nariz, mesmo com o estrondoso sucesso norte-americano. Carmen chegou a se magoar com o Brasil e só viria a fazer as pazes com o País no final da vida. Apesar disso, sua popularidade como rainha e divulgadora do samba crescia sem parar. Carmen tinha o talento de que o povo gostava.

Brasileira de coração
Apesar de portuguesa de nascimento, Maria do Carmo Miranda da Cunha (Carmen Miranda) cresceu, fez carreira, amou e adotou o Brasil durante toda a vida. Sua carreira nos Estados Unidos foi pontuada sempre pela definição de uma identidade brasileira e latina, sendo até estigmatizada por isso. Profissional dedicada, foi sufocada pelo trabalho, na época em que os contratos com as produtoras e gravadoras beiravam o escravagismo. Carmen levou uma vida relativamente discreta, se comparada ao rol de escândalos e manchetes provocadas por outros astros, mas sempre se manteve na mídia mundial.

“Adotei o Brasil (ou ele me adotou) como País de estimação e afinidades e também gosto muito dos “States”, onde fui realmente consagrada, embora estrangeira. Sinto muito dizer, mas Portugal nada me significa, apesar do amor pelo meu País.”. Foi o que disse Carmen Miranda à amiga e jornalista, Dulce Damasceno de Brito.

Artistas

Roberta Sá
A nordestina Roberta Sá começou sua carreira musical aos 20 anos quando, por experiência, resolveu participar da seleção do programa Fama, veiculado pela Rede Globo. Foi neste momento que a artista decidiu que queria viver de música. Com o apoio de Felipe Abreu – preparador vocal do reality show e seu maior incentivador – decidiu fazer sua primeira apresentação no Rio de Janeiro. Logo depois lançou a primeira ‘demo’, que chegou às mãos do autor de novelas Gilberto Braga. Ele a convidou para regravar Dorival Caymmi na trilha da novela Celebridade. A partir de então, a artista virou sucesso brasileiro. Tem três álbuns gravados: Sambas e Bossas (2004), Braseiro (2005) e Que Belo Estranho Dia Para se ter Alegria (2007).

Pedro Luís
Conhecido por inovar a música popular brasileira, misturando rap, samba, hip hop, maracatu e funk, o carioca Pedro Luís trilhou sua carreira no underground carioca. Grande compositor, suas composições foram gravadas por Fernanda Abreu, Ed Motta, Adriana Calcanhoto e Ney Matogrosso. Em 1996, estreou com o grupo Pedro Luís e a Parede. Em sua trajetória musical, o artista também fez participações em discos e shows de consagrados ícones que gravaram suas composições.
Repertório
15/11 - Show A Pequena Notável, com Roberta Sá e Pedro Luís

Roberta Sá canta:
• Balancê (João de Barro e Alberto Ribeiro), 1936
• Disseram que voltei americanizada (Vicente Paiva e Luiz Peixoto), 1940
• Na batucada da vida (Ary Barroso e Luiz Peixoto), 1934
• Taí (Joubert de Carvalho), 1930
• Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu e Aloysio de Oliveira), 1945

Pedro Luís canta:
• Chegou a hora da fogueira (Lamartine Babo), 1933
• Goodbye, boy (Assis Valente), 1932
• Moleque indigesto (Lamartine Babo), 1933
• O dengo que a nega tem (Dorival Caymmi), 1940
• Paris (Alberto Ribeiro e Alcyr Pires Vermelho), 1938

Os dois cantam:
• Alô, alô (André Filho), 1941
• Quem é? (Custódio Mesquita e Joracy Camargo), 1937
CCBB Itinerante
Com o objetivo de levar arte, cultura e lazer a várias capitais do país, o Banco do Brasil realiza mais uma edição do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante. Neste ano, o projeto passa por 18 cidades com eventos sócio-culturais. Durante 95 dias, crianças, jovens e adultos das cinco regiões do país estão sendo beneficiados com eventos nas áreas de música, teatro, literatura, cinema, dança e artes plásticas. O objetivo é democratizar a cultura e revelar novas tendências artísticas, proporcionando a valorização dos talentos locais.

SERVIÇO
"Alô...Alô? 100 Anos de Carmen Miranda"

Dia: 15 de novembro, às 20h.

Duração: 75 min.

Classificação indicativa: livre.

Lotação: 300 lugares

Local: Teatro Aracy Balabanian - Centro Cultural José Octávio Guizzo
Rua 26 de agosto, 453 - Centro
Informações: (67) 3317 1792

Entrada: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada) para estudantes e idosos. Clientes e funcionários do Banco do Brasil também pagam meia, extensivo a um acompanhante.

fonte: Emanoela Voltolini 

E-mail (contato): emanoelavoltolini@gmail.com 




Veja aonde suas notícias são publicadas:

Conheça a audiência desses sites


veja aqui as nossas sugestões de pauta

envie cartões | faça o seu cartão | jogos de amor | troca de e-mails


Esquinas - Pingado
suporte@pingado.com.br